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Brasil e sua nuances degenerativas.



Brasil e sua nuances degenerativas.

Nuances, nuances, as minorias gritam e fazem bazófia. 
Calada, a multidão espera ver para onde corre o rio.
O silêncio da maioria grita alto, enquanto perdidos, os três macacos da
 TV dançam e se lançam nas vitrines com catatônica imbecilidade. 

Hoje, qualquer idiota é pastor e domina as ovelhas, 

Qualquer hipócrita ladrão se julga rei e é liberado pela justiça por um bom troco.
Qualquer dançarina de bunda grande é virtuosa e todos têm histórias a contar. 

Os fanhos cantam, os gagos fazem discursos.
E são herdadas verbas, verbos e oligarquias. 
Sempre haverá grana suja para financiar a anarquia da direita afilhada da mídia.
E eu desafino em meu poema narrado.
Quero ir ao cinema para ver "O grande ditador".

Porém mudo, mudo de ideia.
Não quero mais ouvir aquela mazela.
Quero nova blasfêmia intelectual.
Vou ao teatro. Nuances degenerativas. 

“O Rei está morto. Longa vida ao Rei”.

Ricardo Matos.

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