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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

O Jantar.

O jantar.
Baiana de Salvador, praieira da Pituba, crescida nos sabores da pimenta, da farofa e do dendê, calhou-me de namorar Herbeth. Um homem bonito, socialmente estável e muito sofisticado. Era aquele tipo de pessoa que sabia recitar, como se fosse versículos da Bíblia, uma carta de vinhos. “Você conhece a qualidade de um bom restaurante pelo garçom” – Ele afirmava demonstrando fidalguia. – “Ao arrumar a mesa o copo de vinho deve ficar a direita do copo d’água. Ao servir o vinho a regra é simples. A quantidade de vinho no copo deve ser: um terço do copo em caso de ser vinho tinto. Meio copo no caso do vinho branco e três quartos do copo no caso de espumante...” Geralmente, era nessas horas que eu o beijava para evitar o restante da resenha. Ele sorria entendendo a minha atitude e mudava o assunto. Meu irmão caçula o adorava. Quando viajava trazia sempre um suvenir para meus pais e um brinquedo para Zé. Certa feita ele me trouxe de presente uma matrioskas, aquela boneca russa, colo…