Faltam pouco mais de duas semanas para as eleições brasileiras de 4 de outubro. O maior e mais populoso país da América Latina enfrenta o primeiro turno de uma eleição presidencial que preocupa toda a região e, claro, seu vizinho do norte, que recentemente decidiu que todo o hemisfério lhe pertence, -- mesmo sem que ninguém tenha perguntado.
Mais de 158 milhões de brasileiros terão que escolher entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que busca seu quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso pela tentativa de golpe justamente contra Lula.
À primeira vista, parece ser uma eleição entre dois polos ideológicos, mas o que está em jogo é muito maior. Lula não enfrenta apenas um candidato com uma visão completamente diferente para o país; ele enfrenta todo um ecossistema de estruturas de poder articuladas interna e externamente. Poderes econômicos que usam tarifas como arma, poderes midiáticos que fabricam narrativas, poderes algorítmicos que moldam percepções e uma máquina internacional determinada a derrubá-lo.
Porque o Brasil não é um país qualquer. O Brasil nas mãos de um projeto minimamente autônomo tem peso, e isso, como sabemos, é quase um pecado neste momento histórico. Portanto, preparem-se, os principais pontos de tráfico de drogas no hemisfério, segundo Washington, podem se tornar o Brasil soberano de Lula até que ele caia. Então, se ele cair, tudo estará em ordem. Os mesmos grupos criminosos continuarão a existir, as mesmas rotas continuarão a operar, os mesmos bancos continuarão a lavar dinheiro, mas será que a preocupação moral dos Estados Unidos reduzirá magicamente as preocupações com a segurança no hemisfério? O Brasil resistirá? Lula resistirá?
A democracia brasileira resistirá a mais um ataque da máquina que combina o Bolsonaro interno, a pressão dos EUA, campanhas midiáticas, manipulação judicial e guerra digital? Essa é a questão.
Recortado do X. Traduzido pelo Google.

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