Acho, só acho que, minha grande felicidade vem de eu ser “publico”.
De que adianta se construir uma poesia ou até um poema se não tiver público para entender e apreciar a obra. De que adianta compor uma música rítmica e melodia se não se houver quem se delicie com a música para apreciá-la? É sério: de que adianta escrever um livro se ninguém vai lê-lo ou pintar um quadro que não cause enlevo do leitor ou observador?
E, não pensem vocês que ser público não dá trabalho. Dá, sim, muito trabalho. Num mundo onde todos, absolutamente todos são artista é preciso ser esperto para saber ser público. Num mundo se Narcisos se amontoando, para ser espelho é necessário saber apreciar o belo: saber entender, no emaranhado de informações, as que realmente merecem ter público.
Não é fácil entender uma obra de arte não, não é como pular atrás de um trio elétrico ouvindo sem ouvir a música e só se deixar levar pelo estrondo dos imensos alto-falantes vibrando...
Num mundo onde todos são “artistas” ser “bandido” não é fácil. Ainda mais um “bandido” cínico como eu.

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