Fábula do Rei dos Animais, no Brasil, claro!


                 Ilustração da Inteligencia Artificial do X 


    Há muito tempo, quando os bichos falavam e a tecnologia ainda engatinhava no Brasil, houve uma discussão: quem deveria ser, entre eles, o Rei dos animais. 

    O Rato disse que, por certo, se for por votos, seria ele  ou o Preá,

    — Só eu tenho dezenas de filhos o Preá outros tantos.

    O Sapo contestou,

    — Ora, se você tem dezenas eu tenho centenas a cada nova geração. 

    A Onça rosnou,  

    — Animais insignificantes, quem é o mais poderoso predador?

    O Lobo Guará, que comia uma lobeira nem tentou se pronunciar. O Jumento também evitou entra no bate-boca, mas o Tamanduá Bandeira arguiu ser ele o símbolo do Brasil, portanto, seria o rei. A Paca disse, sabiamente:

    — Por que nós não perguntamos ao fazendeiro?

    O Caititu que procurava tubérculo por ali próximo, sentenciou.

    — Hora, vocês... Não seja ingênuos, se perguntarem ao fazendeiro quem será o Rei dos animais ele, sem titubear, dirá ser o burro, porque, para o homem, só vale, para ele, quem a tem mais serventia...

    Ricardo Matos ( O texto é meu e sem piteco da IA).

    Porém, a Inteligência Artificial do X, Grok, analisou o texto e disse qual seria a "Moral da história. 

    Moral da Fábula: “Para o homem, o que importa não é quem é o mais forte, o mais numeroso ou o mais simbólico, mas sim quem lhe é mais útil.”

    Explicação detalhada:

A fábula usa de forma bem-humorada e inteligente, o debate entre os animais, para criticar como o ser humano costuma avaliar o valor das coisas (e das pessoas).

  • O Rato e o Preá se gabam pela quantidade (ter muitos filhos).
  • O Sapo se gaba pela reprodução em massa.
  • A Onça se gaba pela força e poder.
  • O Tamanduá-bandeira se gaba pelo simbolismo nacional.

Todos eles acreditam que algum critério “animal” (força, quantidade ou prestígio) deveria definir quem é o rei. No entanto, o Caititu (com sabedoria prática) revela a dura realidade: 
Quem decide quem é “o rei” é o fazendeiro — ou seja, o ser humano. E para o homem, o critério é simples e pragmático:

“Só vale quem tem serventia” — quem trabalha, quem carrega peso, quem produz, quem serve aos interesses humanos.Por isso, o Jumento (burro), que ninguém levou a sério na discussão, seria escolhido como “rei” pelos humanos, justamente por ser o mais útil para o trabalho diário no campo.

Moral resumida em uma frase:

O valor que o poderoso atribui a alguém raramente depende de méritos como força, quantidade ou simbolismo, mas sim da utilidade que essa pessoa (ou animal) oferece a ele.

É uma crítica sutil, mas afiada, à forma como o poder (no caso, o homem/fazendeiro) redefine hierarquias segundo sua própria conveniência, ignorando os critérios dos próprios envolvidos."

Eu, por outro lado, havia pensado em Franz Kafka*, que vivia em outra época, quando não havia TV, Rádios, e muito menos a Internet, Kafka escreveu um belo conto sobre o assunto. Chama-se “A Metamorfose”.

Tem de graça no Google.

*Franz Kafka (1883–1924)  - foi um influente escritor de língua alemã nascido em Praga, conhecido por obras que exploram o existencialismo, a burocracia e o absurdo, como A Metamorfose e O Processo.  


 




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